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23/06/2013

Histórias Odisseyers: Clarissa Peixoto

Clarissa conheceu a gênese do Odisseia.
Com seu olhar atento e mãos hábeis, compartilhou ideias e foi artesã da primeira versão do caderno Odisseia, hoje um grande sucesso do projeto!
O tempo passou e ela resolveu conhecer como era por dentro.  Numa época bem especial de sua vida, a gestação de sua Penélope...
Recebemos Clarissa com gratidão.  E hoje nos ela conta como foi tecer este bordado conosco...

Acompanhei o Odisseia desde a sua gestação. Olhava para ele e pensava: um dia estarei ali.
Dúvidas sobre carreira, qual o sonho a abraçar no trabalho. Isso tinha tudo a ver comigo. Iniciei quatro cursos universitários diferentes, abandonei dois. Trabalhei por quatro anos em empresas, em geral gostando e aprendendo muito, mas sabendo, sentindo, que não seria aquele o caminho que eu queria seguir. Por outro lado, eu não via com clareza outros caminhos, e resistia. No início de 2010, pedi demissão e fui trabalhar como autônoma. No princípio, fiquei preocupadíssima se aquilo ia funcionar. Depois fui relaxando um pouco – não muito, ainda –, sentindo a satisfação de poder lidar com o tempo e as diversas atividades ao longo do dia e da semana, mas sempre tensa com prazos e o fechamento do mês, normal. Me dei ao luxo de fazer um lindo curso de encadernação no meio da tarde. Trabalhei um pouco com isso, ganhei algum dinheiro. Fiz os primeiros livrinhos do Odisseia. Já estava fazendo um curso de formação em terapia reichiana; podia participar dos grupos de estudos e me dedicar a encontros e seminários que seriam impossíveis de assistir com uma jornada de, no mínimo, 44 horas semanais (mais o trânsito...).
Os planos para 2012 prometiam trazer um ano diferente: mais estudos e uma grande mudança: eu ia me casar.
O Odisseia, em fevereiro, me pegou nesse momento de expectativa. As linhas estavam traçadas, era preciso executá-las. No workshop percebi que, na verdade, também precisava diminuir a quantidade de frentes. Dar um melhor tamanho ao sonho (o meu apareceu tão grande e colorido, de quem quer abraçar o mundo, mas o problema sempre foi este: só tenho dois braços e duas pernas!)... Diminuir. Focar. Dar muita energia a um projeto ao qual eu queria me dedicar: a festa, a casa, e claro: o futuro marido. Não esquecer de outro projeto que eu queria tocar: a minha clínica como terapeuta. Dar conta do que me sustenta: meu trabalho como freelancer para empresas de comunicação. 
Nos últimos dias do workshop foi que eu realmente me toquei: eu já sabia por qual daqueles caminhos eu queria ir. Já tinha um destino, precisava cortar uns desvios, parar de pensar como um funcionário de empresa, acreditar e ir em frente, com determinação (a “idade do guerreiro”). Depois de 10 anos, finalmente fui descobrir que eu sabia o que queria fazer. Agora era fazer.
E, no entanto, os momentos mais bonitos da minha Odisseia disseram respeito à vida a dois que eu queria construir. Alinhar pessoa física e pessoa jurídica do qual Leticia e Érica sempre nos lembram; fui buscar sobre o trabalho, encontrei muito sobre o amor. Que benze, que nutre, foram palavras que apareceram na minha colagem. Pedir a bêncão do pai terreno e acreditar no pai maior, na vida.
Não há dúvida que o rumo escolhido, como terapeuta, está totalmente vinculado também ao amor. É meu maior investimento hoje, e tem dado retorno. Poder cuidar. Poder ter um olhar diferente para as situações, as pessoas, ajudá-las a mudar. Organizar o tempo de uma maneira mais orgânica, mais saudável.
O nosso grupo tinha mais quatro pessoas e gostei muito de estar com eles. Todos completamente diferentes, em momentos distintos, e descobrindo muito de si. E lançando um novo olhar sobre as possibilidades.
Érica e Leticia, obrigada! Foi lindo participar do projeto! 


15/04/2013

Histórias Odisseyers: Cris Ribeiro e Tati Franco


Acreditamos na força do grupo, por isso criamos o Odisseia como um espaço de colaboração.
Mesmo assim, não podíamos imaginar que estaríamos incentivando uma parceria promissora, quando fizemos um encontro para sete mulheres em Uberaba...

Cris e Tatiana moravam na mesma cidade e tinham amigas em comum. Mas não haviam se conhecido.
Quem vê pela foto abaixo, não acredita. Parecem inclusive irmãs.
Mas até o Odisseia, o destino destas duas heroínas-guerreiras não havia se cruzado...
Cris Ribeiro e Tati Franco
Durante duas sessões de trabalho intensas, ficou claro que Tati e Cris tinham muito em comum. Um olhar empreendedor, uma vontade de reinventar a relação com o trabalho, sem perder o convívio familiar e a harmonia no casamento.
Desafios de todos nós que valorizamos o vínculo, mas queremos realizar nossos sonhos.
Sonhos de bom tamanho...
Durante a etapa final, quando desenhamos os mapas individuais, surgiu a primeira semente de uma parceria que promete... A veia comerciante de ambas rendeu uma histórica viagem a Miami, de onde trouxeram preciosidades que rapidamente venderam para um público encantando com os talentos de ambas.
Nas palavras de Tatiana e Cris:

"Tudo começou com um cartão do mapa-caderno que nos sugeria tomarmos um café juntas.
Podemos dizer que o café rendeu boas risadas e muita afinidade.  E foi ali que colocamos em prática outra sugestão: um trabalho que coubesse na mala (no nosso caso, em algumas malas...).
Nossa primeira viagem ficou dentro de nosso" sonho possível", e estamos a caminho da segunda .
Um beijo grande e a foto segue depois , quando as duas " sacoleiras " estejam com aparência de executivas de comercio exterior. Kkkkkk"

Parabéns, Cris e Tati: muito sucesso neste trabalho  "que cabe na mala"... E bons ventos na viagem!