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11/03/2014

O que é ser herói da própria jornada?

Nascemos inocentes e dependentes.
Crescemos em constante interação e interdependência.
Como adultos idealmente nos tornamos autônomos. A responsabilidade de um adulto implica em saber que cada escolha tem um preço.
A questão é saber que preços estamos dispostos a pagar.
René Quillivic-Le voilier

No processo de crescer, muitas vezes encolhemos nossa coragem de tentar o que parece impossível, de trilhar o caminho menos conhecido. De arriscar-se. De mostrar-se por inteiro, vulnerável, sensível.

Nem sempre escolhemos o que fazer como trabalho de forma consciente. É comum abraçarmos uma carreira ainda imaturos e depois nos acostumarmos a ela. Ou jamais nos acostumarmos, mas temermos o preço da mudança.

Ser herói da própria jornada é retomar o leme do nosso barco.  Honrar este caminho sem sempre fácil de experimentar profissões, de ser responsável por seu sustento. E fazer tudo isso sem perder a coerência com nossas paixões, nossas necessidades e desejos.

Ser herói da própria jornada é fazer escolhas. Não delegar o sucesso ou fracasso a ninguém, buscar seu percentual de contribuição em toda a situação adversa.

Ser herói da própria jornada é sentir medo e atravessar o oceano da vida, cheio de perigos, com medo e tudo.

Um herói é um indivíduo disposto a grandes sacrifícios por uma causa maior.  E viver sua própria jornada é a causa maior de todas. Não importa se gari ou empreendedor; militar ou padre. Todo trabalho tem valor quando está alinhado com o que amamos e sabemos fazer.

O prêmio é imperdível: ao final da jornada, teremos construído um legado.
Uma vida bem vivida, com pouco arrependimento.
Alegria. Satisfação. Realização. Significado.

Por isso trabalhamos todos os dias no Odisseia. Na esperança incansável de um mundo onde todos possam ser heróis de sua própria jornada.



28/02/2014

Histórias Odisseyers: Marcella Linhares



Marcella encontrou-se com o Odisseia num já distante março de 2013. Pulsava em sua suavidade, ansiando por libertar as tantas palavras que moram em seu dentro.
Trazia questões de trabalho e de vida pessoal.
Juntas, fomos costurando caminhos e abrindo este baú de tesouros.
Hoje Marcella nos conta o que aconteceu de lá para cá. E foi muito.
Com muita gratidão, compartilhamos seu testemunho de como é possível avançar rumo a Ítaca, com medo e tudo.
Com vocês, Marcella Linhares!




"Doismil&treze
Tenho uma superstição boba de não gostar de anos ímpares, mas doismil&treze me pegou de surpresa e me fez gostar muito dele. Lá no comecinho fiz o workshop Odisseia assim como não quer nada... E em um único dia aprendi muito sobre mim mesma. O curso me proporcionou um mergulho profundo em mim mesma. Fez com que eu entendesse um pouco quem eu sou e do que gosto. Às vezes, a gente simplesmente tem medo de descobrir quem é e do que gosta... Parece que o medo de que as coisas dêem certo é tão ou mais assustador do que o medo do fracasso. Vá entender... Eu tenho um medo bem grande dos meus sonhos. Tenho medo que eles nunca se realizem e um medo maior ainda que cada um deles se realize porque ser feliz é muito assustador. Dá um tremendo frio na barriga. Esse doismil&treze fez com que eu aprendesse a lidar com esse medo, que algumas vezes fica tão grande que eu viro uma formiguinha perto dele. Então nesse ano eu fiz as pazes com todos os meus fantasmas. Aprendi a ficar amiga deles. Eles viraram fantasminhas camaradas. De vez em quando a gente até anda de mãos dadas, quando não tem ninguém reparando...
Em doismil&treze além de me reconciliar com os meus fantasmas, também fiz algumas outras coisinhas – como por exemplo me casar. Em doismil&treze ganhei um nome novo e escrevi pela primeira vez casada na ficha de hotel. Também mudei radicalmente de trabalho: deixei de ser uma produtora freelancer que trabalhava em casa e passei a ser uma assessora de imprensa com crachá e tudo – só que o crachá não ficou pronto ainda ou ficou e eu não fui buscar porque eu não tenho cara de funcionária com crachá. Também mandei fazer óculos novos esse ano – o que me deu ainda mais cara de “funcionária”, mas crachá não. Crachá já é demais. Fiz aniversário no meu primeiro dia de trabalho e recebi restituição de imposto de renda pela primeira vez. Também troquei e-mails com o meu avô e reativei o blog onde coloco alguns escritos meus. Acho que fiquei um pouco mais adulta esse ano e mudei de ideia: passei a gostar de anos ímpares!

Quem quiser aparecer para uma visita no meu blog ou na minha página no facebook aí vão os endereços. Sejam bem-vindos! Só tenho uma recomendação: entrem com os pés descalços!

http://avidaebelaafloreamarela.blogspot.com.br

https://www.facebook.com/pages/A-vida-%C3%A9-Bela-a-Flor-%C3%A9-Amarela/427741517348644"



18/12/2013

Histórias Odisseyers: Aisha Jacob

Aisha iluminou a Jornada Odisseia de março de 2013. Seu frescor e entusiasmo misturam-se com a sabedoria incomum para alguém tão jovem. Neste espírito, nos presenteou com o conceito de fazer uma gratidão.
Desde então, ela já abriu muitos novos caminhos, nos encantando com seu Tutu Voador e a Naai... Nós, emocionadas, ficamos na torcida por muitas asas para este sonho de bom tamanho que se realiza.
Com vocês, nossa talentosa Odisseyer, Aisha Jacob!


"Chego no fim desse ano com momentos de muito prazer no meu trabalho e vida. Nesse cheiro de fim de ano, pude parar e analisar o quanto meu ano foi intenso e especial.
Um dos melhores da minha vida, eu ousaria dizer.
Paro dentro de mim e penso o quanto eu precisava agradecer a duas mulheres incríveis que se fizeram presentes no meu ano inteiro sem nem saber.
Foi mais ou menos assim: no início do ano fiz um workshop chamado Odisseia. Conheci pessoas incríveis e de realidades completamente diferentes da minha, até porque eu era a mais nova de todas ali, 23 anos.
Fizemos muitos planos e viramos cúmplices. Sigo levando comigo e redescobrindo a todo tempo tudo que vi por lá.
Ando com uma sensação constante de preenchimento completo no coração, mesmo no meio de turbilhões de trabalhos e do fim do ano.
O mais difícil era me enxergar como uma profissional da minha área. Formada em Design de Moda tinha muitos anseios e vontade e pouca crença de ser capaz.
Poder ter traçado objetivos e ao longo do ano iniciar o que cabia dentro de mim e de meus passos foi o melhor dos presentes.
Comecei finalmente a dar asas voadoras, quase que literalmente, a muito dos projetos. Como indicava ali no mapa-caderno que fiz no workshop a coleção/marca de fantasias infantis saiu, e não podia sair com mais afeto e carinho, o tutu voador tá criando asas.
Voltei aos meus projetos pessoais com tecidos de uma viagem a Asia.
E o mais ousado projeto, a NAAI, uma marca de roupas femininas com duas amigas.
Me sinto como uma passarinha, aprendendo a voar. Uma ou outra queda, dias mais difíceis mas com uma intenção certa:
Meu destino é voar! "

23/06/2013

Histórias Odisseyers: Guilherme Velho

Guilherme é um dos mais leais fãs do projeto Odisseia.
Seja como participante, mecenas, incentivador.  Com ele inventamos uma nova versão para empreendedores e sócios.
Deu várias sugestões para melhorarmos nosso trabalho, inclusive contarmos a origem do nome Odisseia...
Guilherme é um guerreiro da estratégia. Empunhando sua espada afiada de palavras e pensamentos brilhantes.
Um verdadeiro Ulisses empreendendo a difícil e valiosa volta para Ítaca...
Com vocês, Guilherme!



Quando comecei essa jornada com Érica e Leticia, há uns dois anos, entrei no barco cheio de dúvidas e medos. Na ocasião trabalhava como professor e consultor freelancer, preparando e ministrando treinamentos sobre gestão empresarial para executivos e universitários.

Mas resolvi questionar até onde poderia ir. Arte, criatividade, cultura... Tudo isso pulsava muito forte em mim. E como conciliar esses interesses com o trabalho? Como abraçar profissionalmente um amor, conjugando pessoa física e pessoa jurídica?

Em muitas longas noites e dias de viagem, fui descobrindo como. Hoje gerencio o Rio Criativo, uma incubadora de empreendimentos da Economia Criativa, onde tenho outros 13 heróis em minha equipe, ajudando a administrar 17 novas empresas e a capacitar mais de 3.000 empreendedores por ano.

Ainda dou treinamentos para grandes empresas e universidades. E novas ideias e possibilidades não param de surgir. Só que o mais importante não foi o alinhamento de carreira ou rota. O mais importante mesmo foi descobrir o prazer de viajar. No meu barco tremulam várias bandeiras, mas há um espaço especial para a bandeira do Odisseia. Rumo à Itaca, sempre e sem medo.

Histórias Odisseyers: Clarissa Peixoto

Clarissa conheceu a gênese do Odisseia.
Com seu olhar atento e mãos hábeis, compartilhou ideias e foi artesã da primeira versão do caderno Odisseia, hoje um grande sucesso do projeto!
O tempo passou e ela resolveu conhecer como era por dentro.  Numa época bem especial de sua vida, a gestação de sua Penélope...
Recebemos Clarissa com gratidão.  E hoje nos ela conta como foi tecer este bordado conosco...

Acompanhei o Odisseia desde a sua gestação. Olhava para ele e pensava: um dia estarei ali.
Dúvidas sobre carreira, qual o sonho a abraçar no trabalho. Isso tinha tudo a ver comigo. Iniciei quatro cursos universitários diferentes, abandonei dois. Trabalhei por quatro anos em empresas, em geral gostando e aprendendo muito, mas sabendo, sentindo, que não seria aquele o caminho que eu queria seguir. Por outro lado, eu não via com clareza outros caminhos, e resistia. No início de 2010, pedi demissão e fui trabalhar como autônoma. No princípio, fiquei preocupadíssima se aquilo ia funcionar. Depois fui relaxando um pouco – não muito, ainda –, sentindo a satisfação de poder lidar com o tempo e as diversas atividades ao longo do dia e da semana, mas sempre tensa com prazos e o fechamento do mês, normal. Me dei ao luxo de fazer um lindo curso de encadernação no meio da tarde. Trabalhei um pouco com isso, ganhei algum dinheiro. Fiz os primeiros livrinhos do Odisseia. Já estava fazendo um curso de formação em terapia reichiana; podia participar dos grupos de estudos e me dedicar a encontros e seminários que seriam impossíveis de assistir com uma jornada de, no mínimo, 44 horas semanais (mais o trânsito...).
Os planos para 2012 prometiam trazer um ano diferente: mais estudos e uma grande mudança: eu ia me casar.
O Odisseia, em fevereiro, me pegou nesse momento de expectativa. As linhas estavam traçadas, era preciso executá-las. No workshop percebi que, na verdade, também precisava diminuir a quantidade de frentes. Dar um melhor tamanho ao sonho (o meu apareceu tão grande e colorido, de quem quer abraçar o mundo, mas o problema sempre foi este: só tenho dois braços e duas pernas!)... Diminuir. Focar. Dar muita energia a um projeto ao qual eu queria me dedicar: a festa, a casa, e claro: o futuro marido. Não esquecer de outro projeto que eu queria tocar: a minha clínica como terapeuta. Dar conta do que me sustenta: meu trabalho como freelancer para empresas de comunicação. 
Nos últimos dias do workshop foi que eu realmente me toquei: eu já sabia por qual daqueles caminhos eu queria ir. Já tinha um destino, precisava cortar uns desvios, parar de pensar como um funcionário de empresa, acreditar e ir em frente, com determinação (a “idade do guerreiro”). Depois de 10 anos, finalmente fui descobrir que eu sabia o que queria fazer. Agora era fazer.
E, no entanto, os momentos mais bonitos da minha Odisseia disseram respeito à vida a dois que eu queria construir. Alinhar pessoa física e pessoa jurídica do qual Leticia e Érica sempre nos lembram; fui buscar sobre o trabalho, encontrei muito sobre o amor. Que benze, que nutre, foram palavras que apareceram na minha colagem. Pedir a bêncão do pai terreno e acreditar no pai maior, na vida.
Não há dúvida que o rumo escolhido, como terapeuta, está totalmente vinculado também ao amor. É meu maior investimento hoje, e tem dado retorno. Poder cuidar. Poder ter um olhar diferente para as situações, as pessoas, ajudá-las a mudar. Organizar o tempo de uma maneira mais orgânica, mais saudável.
O nosso grupo tinha mais quatro pessoas e gostei muito de estar com eles. Todos completamente diferentes, em momentos distintos, e descobrindo muito de si. E lançando um novo olhar sobre as possibilidades.
Érica e Leticia, obrigada! Foi lindo participar do projeto! 


15/04/2013

Histórias Odisseyers: Cris Ribeiro e Tati Franco


Acreditamos na força do grupo, por isso criamos o Odisseia como um espaço de colaboração.
Mesmo assim, não podíamos imaginar que estaríamos incentivando uma parceria promissora, quando fizemos um encontro para sete mulheres em Uberaba...

Cris e Tatiana moravam na mesma cidade e tinham amigas em comum. Mas não haviam se conhecido.
Quem vê pela foto abaixo, não acredita. Parecem inclusive irmãs.
Mas até o Odisseia, o destino destas duas heroínas-guerreiras não havia se cruzado...
Cris Ribeiro e Tati Franco
Durante duas sessões de trabalho intensas, ficou claro que Tati e Cris tinham muito em comum. Um olhar empreendedor, uma vontade de reinventar a relação com o trabalho, sem perder o convívio familiar e a harmonia no casamento.
Desafios de todos nós que valorizamos o vínculo, mas queremos realizar nossos sonhos.
Sonhos de bom tamanho...
Durante a etapa final, quando desenhamos os mapas individuais, surgiu a primeira semente de uma parceria que promete... A veia comerciante de ambas rendeu uma histórica viagem a Miami, de onde trouxeram preciosidades que rapidamente venderam para um público encantando com os talentos de ambas.
Nas palavras de Tatiana e Cris:

"Tudo começou com um cartão do mapa-caderno que nos sugeria tomarmos um café juntas.
Podemos dizer que o café rendeu boas risadas e muita afinidade.  E foi ali que colocamos em prática outra sugestão: um trabalho que coubesse na mala (no nosso caso, em algumas malas...).
Nossa primeira viagem ficou dentro de nosso" sonho possível", e estamos a caminho da segunda .
Um beijo grande e a foto segue depois , quando as duas " sacoleiras " estejam com aparência de executivas de comercio exterior. Kkkkkk"

Parabéns, Cris e Tati: muito sucesso neste trabalho  "que cabe na mala"... E bons ventos na viagem!

20/01/2013

Histórias Odisseyers: Tatiana Lemos

Para quem já está em processo de mudança, o Odisseia pode ser uma forma de consolidar os aprendizados da estrada e ir com mais propósito rumo ao sonho de bom tamanho.

Foi assim com nossa querida Tatiana Lemos. Mulher em transformação desde meados de 2011 e que nos encontrou durante sua navegação rumo a Ítaca.

Sua história é um testemunho de que é possível reinventar a caminhada e ser feliz ao mesmo tempo.

Com vocês, Tati Lemos, da primeira turma Odisseia em São Paulo, em agosto de 2011:

"Meu nome é Tatiana e eu tinha 37 anos quando passei pela "noite escura da minha alma"; quando me vi congelada, desmotivada, frustrada e sem nenhum desejo de continuar no mesmo caminho profissional que havia trilhado por 14 anos como executiva de multinacional. Era 2010.

Eu estava então letárgica, meio apática (lembro de noite após noite diante da TV) e sempre irritada e irascível. O corpo, sempre adoecendo. Em outubro, uma hemorragia de ovário bem no momento em que discutia, com meu empregador, possibilidades pra minha próxima movimentação: o corpo gritava e nenhuma vaga fazia o olho brilhar... Era isso, tinha que romper com aquilo, apesar da angústia de não saber, ainda, o que ou a que queria me dedicar. Com o apoio de uma terapeuta energética incrível (Lilian Gouveia, que eu estava vendo há uns dois meses) dei o salto e negociei meu pacote de desligamento. O dinheiro me deixaria pensar tranquila durante pelo menos um ano todo: um sabático!!

Aí, ao abrir espaço na minha vida pra pensar, respirar, dormir bem e o suficiente, me exercitar, passar tempo com meu filho e minha mãe e tomar muitos cafés vagabundos com amigos queridos, fui entendendo os valores que, gradualmente, atrairiam pra minha vida o tipo de experiência profissional que eu buscava ter.

Saí da empresa em janeiro e fiquei perfeitamente à toa por um mês. Em fevereiro, comecei a dedicar cinco dias do meu mês a uma consultoria francesa de marcas globais, a BTT, de um marqueteiro admirável e amigo desde 2004, Pierre Maire. Em Junho, um outro grande amigo da escola me reencontrou e propôs um projeto pra turbinar a relevância de uma associação suíça que provê cirurgiões de coluna com educação continuada / atualização. Lá se foi mais uma das minhas quatro semanas. Finalmente, em agosto, minhas ultimas duas semanas livres foram ocupadas por um projeto proposto por outro amigo de longa data, com quem não trabalhava há 16 anos! Encabeçar o marketing numa startup de cosméticos brasileira.

Foi bem quando rolou o Odisseia em São Paulo / primeira turma! E foi especial estar com Leticia e Érica, duas parteiras de almas, nesse ponto da jornada e com colegas em diferentes estágios do repensar suas carreiras. Eu estava testando minhas novas possibilidades, mas ainda um pouco amedrontada e não acreditando que uma diversidade de projetos pudesse funcionar continuamente; ainda me perguntando onde gostaria de amarrar minha mula de novo, depois de todas as novas experiências. Vamos colocar assim: curtindo o refresco, mas, ainda no paradigma de ter achar um novo lugar pra amarrar minha mula...

O Odisseia trouxe a percepção do meu corpo através da leitura formativa da Érica (meu pescoço que eu não queria que endurecesse) e um convite a aventura e a coragem através do "e por que não?" da Leticia. Quanta riqueza e quantos contatos novos! E que divertido!

No fim do ano, tinha entendido que meus valores sabáticos eram: 1) ser dona da minha agenda, 2) trabalhar com amigos, 3) fazer coisas diferentes do que tinha feito até então. Esse entendimento foi construído através da experiência que ia "aparecendo" na minha vida e dos trabalhos de autoconhecimento que abracei, como o Odisseia e os sonhos. Intuitivamente: "caminhante não há caminho; o caminho se faz ao caminhar".

2012 seguiu com novas oportunidades que se mostraram pra mim, à medida que eu continuava aberta e confiando. E sabe-se lá o que 2013 trará... mais novidade? Um projeto grande pra uma só empresa (será que eu estou pronta pra um piloto desses, sem voltar as velhas formas?? Eu sinto que sim... que "uma mente expandida por uma grande ideia nunca volta ao tamanho original"...). Tantas opções...

E não é justamente esse frio na barriga que nos mantém motivados e jovens? Que venha 2013!"

Vamos juntas, em frente e com tudo, Tati!
E para vocês, como será 2013?


12/10/2011

Odisseias cariocas

A primavera chegando e o Odisseia renovou seu espírito em eventos no Rio de Janeiro...
Primeiro, a palestra no Baukurs Cultural, no dia 31 de agosto...
Fotos: Simxer Fernandes
Uma oportunidade de refinar o conceito original trabalhado em maio deste ano, uma chance de conhecer novos herois... Um novo espaço acolhedor, novas experiências.
Fotos: Simxer Fernandes

Expandindo possibilidades para nós e para os outros, o grande objetivo deste projeto.
Fotos: Simxer Fernandes
Saímos satisfeitas!
Fotos: Simxer Fernandes


Nem a chuva forte desmanchou a mágica de estar entre herois num espaço tão especial do Rio.
A palestra, evoluiu.  E nossa certeza de que é possível ajudar na busca pelo caminho própria, também.
E agora, no começo de outubro, trazemos o conceito de jornada para o Rio de Janeiro.
Percebemos que o modelo de workshop de 4 encontros não era suficientemente concentrado para algumas pessoas de nossa audiência.
Experimentamos então o novo modelo testado em São Paulo, um mergulho intenso de um dia. De 10h às 18h de um domingo glorioso, trilhamos um belo caminho com quatro heroínas... Foi intenso, proveitoso e passou em um segundo... Já estamos com vontade de mais, aguardando a próxima jornada em 26 de novembro...
O aprendizado: quanto mais nos (re)conhecemos, Érica e eu, mais afinada é nossa parceria, mais fluida a nossa troca.  Parece novamente uma brincadeira de infância, com as camadas de experiência e gratidão que os anos vividos nos deram.
Agradeço profundamente e de coração a oportunidade de realizar este trabalho.


04/09/2011

Odisseia em outras terras


No final de agosto, aportamos em terras queridas. O Odisseia foi para São Paulo, fazer novos experimentos...
Trazemos de volta memórias preciosas de momentos incríveis, aprendizados muitos e vontade de mais.
Na sexta fizemos a palestra, com acertos e mais afinada.
De cara, o impacto de estar em um local diferente de tudo, o The Hub São Paulo...
 Aconchegante, inspirado, inusitado, inovador. Um vento fresco no espírito. Um oásis de colaboração e simpatia, a começar pela ajuda de nosso novo amigo José para subir a mala pesada de coisas nas escadarias de lá.

Apesar do desafio de uma sexta-feira à noite, tivemos um encontro especial com navegantes de várias praias.
E o auxílio luxuoso e especial de Ellen e Élica, companheiras de tempos de Johnson & Johnson. Um presente e uma prova de amizade que não esqueceremos.

No sábado, dia 27, testamos um novo formato: a Jornada de um dia. Um sucesso absoluto.
Fizemos um mergulho intenso junto a quatro herois. Quatro histórias se entrelaçando com a nossa. Planos muitos de muitas aventuras.



No final, além de um sentimento de realização imenso, trouxemos a experiência de ir além de nossa vizinhança e, ao mesmo, revisitar um lugar cheio de lembranças para as duas.
Mais uma vez, unimos "pessoa física" com "pessoa jurídica", num exercício de coerência e coesão entre o que fomos e o que somos.
Esperamos voltar em breve, animadas por projetos novos que estamos gestando.
E prosseguimos singrando mares cada vez mais ricos em aventura e mistérios...

11/08/2011

O Caminho de Heroi de Buzz Lightyear

A soma de acaso e curadoria de amigos sempre é oportunidade para um presente inesperado.
Assim esbarrei  com uma série de vídeos brincando com as histórias da Disney. Cortesia do talentoso Nick Bertke.
O vídeo abaixo me pareceu uma incrível metáfora do caminho do heroi,  neste caso, o heroi Buzz Lightyear...

Vejam só!


Não seria o caminho de Buzz  semelhante a todos os caminhos de heroi? Inclusive o nosso...
Olhando em detalhe o filme acima, tudo indica que sim:

"Not a flying toy"
No começo, Buzz está confuso, por descobrir que não tem todos os poderes que imaginava.
Sente dor. Perde  pedaços... Tenta voar seguidamente. Fracassa seguidamente...
Um confronto doloroso com suas crenças anteriores.  Traz muita tristeza, frustração e sentimento de impotência...
Quem já não se sentiu assim com a sua vida cotidiana, quando estamos descrentes de nosso potencial ou vivendo uma vida que não parece fazer sentido?

You've got the wings... You glow in the dark. You talk. YOU ARE A BUZZ LIGHTYEAR!!
O Woody funciona como um "mentor".  Ele é quem convida Buzz a enxergar suas habilidades (seus super-poderes) e, o mais importante, resgatar a sua real identidade.
A partir daí, o clipe de Pogo nos mostra uma sequência da trilha de descoberta de Buzz, para reencontrar seu verdadeiro eu possível.
São tantas camadas de escolhas feitas, caminhar por onde era esperado ou mais "fácil". Mas sob tudo isso, ainda somos nós. Puros e essenciais, com todas as marcas e aprendizados da jornada. Ímpares, mais inteiros.

All right, guys. This is enough, STICK OUT!
Após praticar um pouco o caminho do heroi, Buzz começa a sentir-se energizado e pronto para um passo maior. Um voo mais alto. Apoiado por seus companheiros do quarto de Andy, ele se prepara...
Notem como a expressão muda. O olhar é mais confiante.
Depois de pequenos experimentos de uma nova vida (uma nova atividade, um trabalho paralelo, um voluntariado...) fica mais fácil percebermos se esta é realmente a nossa praia. Também fica mais claro se somos bons no que estamos fazendo ou não, a partir do impacto de nossas ações nos outros e o retorno que eles nos dão.

Are you coming?
Companheiros de jornada, já calejados por suas próprias prisões e aventuras, convidam Buzz para unir-se a eles nesta nova estrada...
Assim é em qualquer jornada de heroi. Os Jedi para Luke Skywalker; os ratinhos da Cinderela; a Ordem do Anel para Frodo... Encontrar a sua turma pode ser a diferença entre desistir e continuar.
Onde? Em todo o lugar. Eu encontrei os meus entre ex-colegas de trabalho, locais de coworking, eventos de empreendedorismo. Mas também indicados por amigos e até por acaso...


This isn't flying. This is FALLING WITH STYLE!
Buzz realiza o seu pleno potencial, mesmo que não saiba voar.  É o voar de sua forma única, na sua possibilidade.
Notem a voz empolgada, a nova vibração.
Viver um caminho próprio permite este nível de energia. Esta felicidade profunda de estar fazendo o seu melhor e vivendo isto da forma mais prazerosa possível.

Possível, porque é claro que o caminho de heroi tem percalços e é muito duro. Afinal, o heroi é "um indivíduo disposto a sacrifícios por um propósito maior".


E aí, vamos voar?

02/08/2011

O que é o Odisseia?



Hoje em dia, há infinitas possibilidades de realização pessoal: advogado ou designer de videogames?  Mestrado ou empresa? Concurso público ou empreendimento próprio? Negócio virtual ou real? Começar uma família agora ou depois? Economia criativa ou Indústria?
Para uns, chegou o último ano da faculdade e a pressão é mais forte do que nunca. Como evitar a tentação da primeira oportunidade que aparecer, mesmo não sendo bem o que se sonhou?
Para outros, a carreira já começou, mas não satisfaz.   As primeiras escolhas precisam ser revistas:  vontade de mudar de rumo, trabalhar menos, estudar,  começar uma família...
Crédito: Simxer Fernandes
objetivo do Odisseia é trazer ferramentas práticas para direcionar esta  busca, organizando ideias e criando espaço para a discussão com quem compartilha das mesmas dúvidas.

Duas profissionais que vivem seus próprios sonhos facilitarão a jornada.  Usando colaboração, exercícios práticos, atividades dinâmicas e muita criatividade, chegaremos ao mapa de seu caminho de herói, construindo um guia concreto para uma vida recompensadora e coerente com seus valores e desejos.
As Facilitadoras
Érica Cavour é terapeuta sistêmico-formativa, especialista em Psicologia Formativa e Terapia Familiar Sistêmica. Foi supervisora da Núcleo Pesquisas, Rio de Janeiro, por cinco anos. Cocriou os projetos de desenvolvimento pessoal  Temas e Metas e Roda de Mães. Atua coordenando grupos e atendendo indivíduos , casais e famílias em seu consultório privado.
Leticia Carneiro é organizadora de ideias, consultora, escritora e fez a Formação para Coaches do Instituto EcoSocial. Trabalhou por quinze anos em multinacionais com planejamento estratégico.  É publicitária formada na UFRJ, com MBA em Administração pela COPPEAD.  Criou o blog vivermaissimples.com e é sócia-fundadora da Argo, na área de branding pessoal e de marcas.

Juntas criaram o Odisseia, um projeto dedicado a ajudar pessoas e organizações a serem heróis de sua própria história.

Crédito: Simxer Fernandes

09/06/2011

Palestra Construindo a Carreira dos Seus Sonhos no Bees Office


No mês de maio começou a realização de um sonho. O sonho meu e de minha parceira Érica Cavour de ajudar cada um a ser o heroi de sua própria história. Este sonho se chama “Odisseia”.
O projeto nasceu do desejo de colocar nossa experiência profissional e nossa própria jornada heróica a serviço da carreira de todos.
O primeiro passo foi uma palestra gratuita no dia 16/5, aqui no Bees.  40 pessoas prestigiaram o evento, batendo o recorde de ocupação do espaço (isto causou o rápido esgotamento de cadeiras, o que não acontecerá nas próximas vezes!).
Começamos estabelecendo nossos objetivos para a noite: provocar excelentes respostas a partir de boas perguntas. Ou seja, estimular uma reflexão estruturada sobre para onde cada um quer caminhar.
E a primeira delas é sobre os desafios de escolher o próprio caminho… Afinal, uma definição de heroi é “quem está disposto a enfrentar sacrifícios por um propósito maior”. Não é fácil, mas vale à pena.
Para provar este ponto, contamos um pouco de nossa própria trajetória: Érica teve um caminho diletante, incluindo duas faculdades, vivência no exterior e vários experimentos profissionais. Até encontrar sua vocação em ajudar a construção de melhores relações e praticá-la como terapeuta sistêmica com formação em Psicologia Formativa. Hoje atua no seu consultório e através da Roda de Mães e Temas & Metas.
Eu tive um caminho mais linear: faculdade, trainee e carreira de executiva em multinacionais. Trabalhei na Souza Cruz e na Johnson & Johnson por quinze anos. Em 2009, estava baseada em São Paulo com o marido e filhos pequenos e vivendo uma situação de profundo desequilíbrio emocional. Foi quando escolhi mudar de vida, voltando para o Rio, adotando a vida pedestre e iniciando o blog Viver Mais Simples. Hoje sou Organizadora de Ideias na Nutshell Estratégia, e sócia no Comida para Viagem.
Depois de nossa história, era hora de todos porem as mãos na massa, para refletir sobre o próprio caminho.
Primeiro fizemos um exercício baseado no Postcard Project de Chris Guillebeau. Neste exercício, propomos duas perguntas: “O que você quer da vida?” e “O que só você pode fazer pelos outros?”. A esta altura, começaram as contribuições.  E chegamos juntos á conclusão que são perguntas bem difíceis, porém cruciais. Alguns já haviam começado a se perguntar coisas parecidas. Outros perceberam que ainda estavam totalmente no escuro…
Para ajudar a clarear as ideias, fizemos um novo exercício. Mais seis perguntas para organizar os pensamentos:
Para a primeira pergunta:
  • O que você faria pelo resto da vida, feliz?
  • Quem mais te apoiaria?
  • Que valores são mais importantes para você?
E para a segunda:
  • O que as pessoas mais te pedem?
  • O que elas são mais gratas por você fazer?
  • Que memória te ajuda a enfrentar os dias difíceis?
O debate ficou mais animado. As respostas surpreenderam muitos. Principalmente a falta delas, em alguns casos…
Ficou claro que, sem refletir, não há como ir na direção certa.  Afinal, aprendi com o Marcos Rezende que o cérebro é como um táxi: se não dissermos para onde ele vai, ele não sai do lugar…
Outro ponto discutido foi o risco de viver os sonhos dos outros (empregadores, pais, amigos, cônjuges) quando não sabemos qual é o nosso próprio sonho…
Para resumir o conteúdo da palestra, fizemos uma seleção de aprendizados, que deixamos aqui:
  • Ser feliz dá trabalho
  • Se você não viver seu sonho, viverá o de outra pessoa
  • Prepare-se
  • Aceite ajuda
  • Identifique suas ferramentas
  • Use-as
  • Permita-se experiências
  • Não tema os erros
  • Trabalhe colaborativamente
  • Sirva
A apresentação está disponível para todos na internet.  Em breve faremos outras rodadas em outros lugares.
Agradecemos ao Cadú, Taíssa e Monique pelo apoio. Um belo exemplo de coworking!
Para finalizar: mesmo com um pouco mais de autoconhecimento, ainda é um desafio enorme escolher e traçar sua jornada de heroi.  Por isso criamos os workshops Repensando a Carreira onde trabalharemos em maior profundidade os mapas de cada um, com a força da colaboração em grupo.
O primeiro workshop começou segunda-feira, 30/5 e outros vêm por aí. O próximo será no Leblon, a partir de 28/5. 

Até breve e boa sorte com sua jornada de heroi!

05/05/2011

Odisseia: Seja o heroi de sua própria jornada



Na jornada por um caminho próprio, tenho aprendido, tenho tido medo, tenho arriscado, tenho recebido e compartilhado. Sem a menor dúvida, sou mais feliz vivendo o meu sonho. O sonho de ajudar visionários a frutificar, sendo felizes.

Venho encontrando muitas pessoas nesta mesma busca, muitos me pedindo ajuda, dicas, ferramentas. Por isso decidi levar o Viver Mais Simples para mais longe, através de iniciativas para além das páginas deste blog. Neste maio, junto com minha parceira e amiga Érica Cavour, começo o projeto Odisseia.

O objetivo do Odisseia é trazer ferramentas práticas para direcionar a busca por uma carreira mais realizadora, organizando ideias e criando espaço para a discussão com quem compartilha das mesmas dúvidas. Serão quatro encontros semanais de 2 h cada um:

1. Lá de onde eu vim: a história de cada um
2. Desenhando um sonho de bom tamanho: para onde eu posso ir?
3. Construindo a caixa de ferramentas: o que levar e o que deixar no caminho?
4. Tudo pronto para zarpar: finalizando o mapa

E você, como está sua própria Odisseia?