Páginas

18/12/2013

Histórias Odisseyers: Aisha Jacob

Aisha iluminou a Jornada Odisseia de março de 2013. Seu frescor e entusiasmo misturam-se com a sabedoria incomum para alguém tão jovem. Neste espírito, nos presenteou com o conceito de fazer uma gratidão.
Desde então, ela já abriu muitos novos caminhos, nos encantando com seu Tutu Voador e a Naai... Nós, emocionadas, ficamos na torcida por muitas asas para este sonho de bom tamanho que se realiza.
Com vocês, nossa talentosa Odisseyer, Aisha Jacob!


"Chego no fim desse ano com momentos de muito prazer no meu trabalho e vida. Nesse cheiro de fim de ano, pude parar e analisar o quanto meu ano foi intenso e especial.
Um dos melhores da minha vida, eu ousaria dizer.
Paro dentro de mim e penso o quanto eu precisava agradecer a duas mulheres incríveis que se fizeram presentes no meu ano inteiro sem nem saber.
Foi mais ou menos assim: no início do ano fiz um workshop chamado Odisseia. Conheci pessoas incríveis e de realidades completamente diferentes da minha, até porque eu era a mais nova de todas ali, 23 anos.
Fizemos muitos planos e viramos cúmplices. Sigo levando comigo e redescobrindo a todo tempo tudo que vi por lá.
Ando com uma sensação constante de preenchimento completo no coração, mesmo no meio de turbilhões de trabalhos e do fim do ano.
O mais difícil era me enxergar como uma profissional da minha área. Formada em Design de Moda tinha muitos anseios e vontade e pouca crença de ser capaz.
Poder ter traçado objetivos e ao longo do ano iniciar o que cabia dentro de mim e de meus passos foi o melhor dos presentes.
Comecei finalmente a dar asas voadoras, quase que literalmente, a muito dos projetos. Como indicava ali no mapa-caderno que fiz no workshop a coleção/marca de fantasias infantis saiu, e não podia sair com mais afeto e carinho, o tutu voador tá criando asas.
Voltei aos meus projetos pessoais com tecidos de uma viagem a Asia.
E o mais ousado projeto, a NAAI, uma marca de roupas femininas com duas amigas.
Me sinto como uma passarinha, aprendendo a voar. Uma ou outra queda, dias mais difíceis mas com uma intenção certa:
Meu destino é voar! "

11/10/2013

Histórias Odisseyers: Vívian Curvello

Em um dos primeiros workshops Odisseia, Vívian nos encantou com seus sonhos e sua maturidade.  
Depois, com muita gratidão acompanhamos sua jornada de mudanças ao acreditar no seu querer, mesmo sendo um caminho menos trilhado (afinal ser feliz dá trabalho!).
Apostou no seu destino e hoje atua como educadora em literatura, com sua metodologia própria.
Um convite a todos os leitoresa amigos de Vívian:  ajudarem-na com a última carta do seu mapa ao compartilhar, como nós do Odisseia compartilhamos, sua coragem, determinação e talento.
Com vocês, Vívian Curvello!

“Eu posso querer o que eu quero”- essa frase estava em um pequeno envelope azul que Érica e Letícia me entregaram no final da minha jornada.

Em meados de 2011, passei um domingo de sol com a Letícia e mais três mulheres incríveis, todas me ensinaram muito. Eu tinha 27 anos e era a mais nova, mas elas me disseram que eu era a participante mais decidida, a que mais sabia o que queria. Sim, acho que sempre soube, só não sabia como chegar lá. E foi aí que Érica e Letícia mais me ajudaram, me transmitiram confiança, me sacudiram para que eu colocasse meus desejos em prática e me mostraram caminhos certos para isso.

Sou professora, formada em História, mas ainda durante a faculdade sabia que aquela não era minha paixão. A minha paixão, na verdade, eu havia descoberto aos seis anos de idade, quando aprendi a ler, eu passei a amar a literatura.

Durante o ano de 2011, quando participei do Odisseia, eu estava dividida entre a minha formação, dava aulas de história em Macaé, e a minha paixão, dava aulas de incentivo à leitura para crianças no Rio de Janeiro. Havia feito pós-graduação em literatura infanto-juvenil no ano anterior e estava com a monografia pendente.

Eu desejava trilhar apenas o caminho literatura-arte-ensinar, porque além de ser muito feliz ao trabalhar com isso, me desagradava o fato de precisar dar provas, notas formais, seguir um conteúdo já fechado, programado. Eu queria ter mais liberdade para criar aulas instigantes, interessantes, divertidas, criativas, em que o aluno encontrasse prazer na leitura e na escrita, como eu procurava fazer nas aulas que dava no Rio. Mas era apenas uma vez por semana, era pouco, eu queria mais! Além disso, eu desejava me fixar de vez no Rio-Niterói e não precisar mais viajar toda semana de Macaé para o Rio. Eu tinha medo de me render e acabar ir morando de vez em Macaé fazendo uma coisa que até gostava, mas não o que eu queria para sempre, não era o que eu amava. E parecia não ser muito fácil, não é um trabalho tradicional, não encontraria oportunidades em qualquer esquina.

Mas eu precisava honrar o meu querer, como bem disseram Érica e Letícia.

Elas me fizeram entender tanta coisa que eu não enxergava, aprendi muito e me senti capaz. Lembro que saí de lá confiante, o Odisseia foi fundamental para que o meu sonho se tornasse destino. Em alguns meses eu me demiti do emprego de professora de história em Macaé, comecei a trabalhar como professora em um curso de incentivo à leitura e à escrita em Niterói e hoje também dou aulas como essas em duas salas no Rio. De todos os cartões que recebi no final do meu caderno, só não cumpri um, o de pedir aos meus amigos que façam cartas falando coisas boas de mim para exercitar a minha confiança, quem sabe um dia?
Meus planos? Estar rodeada de livros e alunos por muito tempo!"