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28/02/2014

Histórias Odisseyers: Marcella Linhares



Marcella encontrou-se com o Odisseia num já distante março de 2013. Pulsava em sua suavidade, ansiando por libertar as tantas palavras que moram em seu dentro.
Trazia questões de trabalho e de vida pessoal.
Juntas, fomos costurando caminhos e abrindo este baú de tesouros.
Hoje Marcella nos conta o que aconteceu de lá para cá. E foi muito.
Com muita gratidão, compartilhamos seu testemunho de como é possível avançar rumo a Ítaca, com medo e tudo.
Com vocês, Marcella Linhares!




"Doismil&treze
Tenho uma superstição boba de não gostar de anos ímpares, mas doismil&treze me pegou de surpresa e me fez gostar muito dele. Lá no comecinho fiz o workshop Odisseia assim como não quer nada... E em um único dia aprendi muito sobre mim mesma. O curso me proporcionou um mergulho profundo em mim mesma. Fez com que eu entendesse um pouco quem eu sou e do que gosto. Às vezes, a gente simplesmente tem medo de descobrir quem é e do que gosta... Parece que o medo de que as coisas dêem certo é tão ou mais assustador do que o medo do fracasso. Vá entender... Eu tenho um medo bem grande dos meus sonhos. Tenho medo que eles nunca se realizem e um medo maior ainda que cada um deles se realize porque ser feliz é muito assustador. Dá um tremendo frio na barriga. Esse doismil&treze fez com que eu aprendesse a lidar com esse medo, que algumas vezes fica tão grande que eu viro uma formiguinha perto dele. Então nesse ano eu fiz as pazes com todos os meus fantasmas. Aprendi a ficar amiga deles. Eles viraram fantasminhas camaradas. De vez em quando a gente até anda de mãos dadas, quando não tem ninguém reparando...
Em doismil&treze além de me reconciliar com os meus fantasmas, também fiz algumas outras coisinhas – como por exemplo me casar. Em doismil&treze ganhei um nome novo e escrevi pela primeira vez casada na ficha de hotel. Também mudei radicalmente de trabalho: deixei de ser uma produtora freelancer que trabalhava em casa e passei a ser uma assessora de imprensa com crachá e tudo – só que o crachá não ficou pronto ainda ou ficou e eu não fui buscar porque eu não tenho cara de funcionária com crachá. Também mandei fazer óculos novos esse ano – o que me deu ainda mais cara de “funcionária”, mas crachá não. Crachá já é demais. Fiz aniversário no meu primeiro dia de trabalho e recebi restituição de imposto de renda pela primeira vez. Também troquei e-mails com o meu avô e reativei o blog onde coloco alguns escritos meus. Acho que fiquei um pouco mais adulta esse ano e mudei de ideia: passei a gostar de anos ímpares!

Quem quiser aparecer para uma visita no meu blog ou na minha página no facebook aí vão os endereços. Sejam bem-vindos! Só tenho uma recomendação: entrem com os pés descalços!

http://avidaebelaafloreamarela.blogspot.com.br

https://www.facebook.com/pages/A-vida-%C3%A9-Bela-a-Flor-%C3%A9-Amarela/427741517348644"



18/12/2013

Histórias Odisseyers: Aisha Jacob

Aisha iluminou a Jornada Odisseia de março de 2013. Seu frescor e entusiasmo misturam-se com a sabedoria incomum para alguém tão jovem. Neste espírito, nos presenteou com o conceito de fazer uma gratidão.
Desde então, ela já abriu muitos novos caminhos, nos encantando com seu Tutu Voador e a Naai... Nós, emocionadas, ficamos na torcida por muitas asas para este sonho de bom tamanho que se realiza.
Com vocês, nossa talentosa Odisseyer, Aisha Jacob!


"Chego no fim desse ano com momentos de muito prazer no meu trabalho e vida. Nesse cheiro de fim de ano, pude parar e analisar o quanto meu ano foi intenso e especial.
Um dos melhores da minha vida, eu ousaria dizer.
Paro dentro de mim e penso o quanto eu precisava agradecer a duas mulheres incríveis que se fizeram presentes no meu ano inteiro sem nem saber.
Foi mais ou menos assim: no início do ano fiz um workshop chamado Odisseia. Conheci pessoas incríveis e de realidades completamente diferentes da minha, até porque eu era a mais nova de todas ali, 23 anos.
Fizemos muitos planos e viramos cúmplices. Sigo levando comigo e redescobrindo a todo tempo tudo que vi por lá.
Ando com uma sensação constante de preenchimento completo no coração, mesmo no meio de turbilhões de trabalhos e do fim do ano.
O mais difícil era me enxergar como uma profissional da minha área. Formada em Design de Moda tinha muitos anseios e vontade e pouca crença de ser capaz.
Poder ter traçado objetivos e ao longo do ano iniciar o que cabia dentro de mim e de meus passos foi o melhor dos presentes.
Comecei finalmente a dar asas voadoras, quase que literalmente, a muito dos projetos. Como indicava ali no mapa-caderno que fiz no workshop a coleção/marca de fantasias infantis saiu, e não podia sair com mais afeto e carinho, o tutu voador tá criando asas.
Voltei aos meus projetos pessoais com tecidos de uma viagem a Asia.
E o mais ousado projeto, a NAAI, uma marca de roupas femininas com duas amigas.
Me sinto como uma passarinha, aprendendo a voar. Uma ou outra queda, dias mais difíceis mas com uma intenção certa:
Meu destino é voar! "