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11/03/2014

O que é ser herói da própria jornada?

Nascemos inocentes e dependentes.
Crescemos em constante interação e interdependência.
Como adultos idealmente nos tornamos autônomos. A responsabilidade de um adulto implica em saber que cada escolha tem um preço.
A questão é saber que preços estamos dispostos a pagar.
René Quillivic-Le voilier

No processo de crescer, muitas vezes encolhemos nossa coragem de tentar o que parece impossível, de trilhar o caminho menos conhecido. De arriscar-se. De mostrar-se por inteiro, vulnerável, sensível.

Nem sempre escolhemos o que fazer como trabalho de forma consciente. É comum abraçarmos uma carreira ainda imaturos e depois nos acostumarmos a ela. Ou jamais nos acostumarmos, mas temermos o preço da mudança.

Ser herói da própria jornada é retomar o leme do nosso barco.  Honrar este caminho sem sempre fácil de experimentar profissões, de ser responsável por seu sustento. E fazer tudo isso sem perder a coerência com nossas paixões, nossas necessidades e desejos.

Ser herói da própria jornada é fazer escolhas. Não delegar o sucesso ou fracasso a ninguém, buscar seu percentual de contribuição em toda a situação adversa.

Ser herói da própria jornada é sentir medo e atravessar o oceano da vida, cheio de perigos, com medo e tudo.

Um herói é um indivíduo disposto a grandes sacrifícios por uma causa maior.  E viver sua própria jornada é a causa maior de todas. Não importa se gari ou empreendedor; militar ou padre. Todo trabalho tem valor quando está alinhado com o que amamos e sabemos fazer.

O prêmio é imperdível: ao final da jornada, teremos construído um legado.
Uma vida bem vivida, com pouco arrependimento.
Alegria. Satisfação. Realização. Significado.

Por isso trabalhamos todos os dias no Odisseia. Na esperança incansável de um mundo onde todos possam ser heróis de sua própria jornada.



28/02/2014

Histórias Odisseyers: Marcella Linhares



Marcella encontrou-se com o Odisseia num já distante março de 2013. Pulsava em sua suavidade, ansiando por libertar as tantas palavras que moram em seu dentro.
Trazia questões de trabalho e de vida pessoal.
Juntas, fomos costurando caminhos e abrindo este baú de tesouros.
Hoje Marcella nos conta o que aconteceu de lá para cá. E foi muito.
Com muita gratidão, compartilhamos seu testemunho de como é possível avançar rumo a Ítaca, com medo e tudo.
Com vocês, Marcella Linhares!




"Doismil&treze
Tenho uma superstição boba de não gostar de anos ímpares, mas doismil&treze me pegou de surpresa e me fez gostar muito dele. Lá no comecinho fiz o workshop Odisseia assim como não quer nada... E em um único dia aprendi muito sobre mim mesma. O curso me proporcionou um mergulho profundo em mim mesma. Fez com que eu entendesse um pouco quem eu sou e do que gosto. Às vezes, a gente simplesmente tem medo de descobrir quem é e do que gosta... Parece que o medo de que as coisas dêem certo é tão ou mais assustador do que o medo do fracasso. Vá entender... Eu tenho um medo bem grande dos meus sonhos. Tenho medo que eles nunca se realizem e um medo maior ainda que cada um deles se realize porque ser feliz é muito assustador. Dá um tremendo frio na barriga. Esse doismil&treze fez com que eu aprendesse a lidar com esse medo, que algumas vezes fica tão grande que eu viro uma formiguinha perto dele. Então nesse ano eu fiz as pazes com todos os meus fantasmas. Aprendi a ficar amiga deles. Eles viraram fantasminhas camaradas. De vez em quando a gente até anda de mãos dadas, quando não tem ninguém reparando...
Em doismil&treze além de me reconciliar com os meus fantasmas, também fiz algumas outras coisinhas – como por exemplo me casar. Em doismil&treze ganhei um nome novo e escrevi pela primeira vez casada na ficha de hotel. Também mudei radicalmente de trabalho: deixei de ser uma produtora freelancer que trabalhava em casa e passei a ser uma assessora de imprensa com crachá e tudo – só que o crachá não ficou pronto ainda ou ficou e eu não fui buscar porque eu não tenho cara de funcionária com crachá. Também mandei fazer óculos novos esse ano – o que me deu ainda mais cara de “funcionária”, mas crachá não. Crachá já é demais. Fiz aniversário no meu primeiro dia de trabalho e recebi restituição de imposto de renda pela primeira vez. Também troquei e-mails com o meu avô e reativei o blog onde coloco alguns escritos meus. Acho que fiquei um pouco mais adulta esse ano e mudei de ideia: passei a gostar de anos ímpares!

Quem quiser aparecer para uma visita no meu blog ou na minha página no facebook aí vão os endereços. Sejam bem-vindos! Só tenho uma recomendação: entrem com os pés descalços!

http://avidaebelaafloreamarela.blogspot.com.br

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